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Palavra do Presidente

Os desafios da Construção em 2022

Estamos chegando ao final de 2021, um ano atípico para todas as atividades comerciais, industriais e de serviços. Foi um ano mutilado pelos desencontros e desinformações da classe governante, com medidas atabalhoadas e incertezas de toda espécie.

Não só pela pandemia que se instalou no mundo todo, mas também por uma série de decisões equivocadas e até mau-caratismo de grupos dominantes, vivemos situações nunca vistas, ocasionando maior desemprego, aumento da população sem-teto e faminta, bem como crescimento nas estatísticas da violência.

O necessário auxílio emergencial – que, diga-se de passagem, não supre as necessidades de uma família, mas é melhor que nada – não precisaria existir se houvesse a geração de 14 milhões de postos de trabalho no País. Essa reversão só ocorrerá se tivermos uma engenhosidade muito assertivapara tal.

Uma proposta que poderia ter algum efeito prático é encontrar um caminho para que quem receba o auxílio, teoricamente desempregado, prestasse serviços à comunidade dentro da sua especialidade e esse auxílio seria uma espécie de salário, sem encargos. Mas fica claro que outras alternativas precisam ser procuradas.

No caso específico da classe que representamos em Limeira, a construção civil e uma extensa cadeia de atividades correlatas, as operações não foram paralisadas por decreto. No entanto, tivemos escassez de materiais, altas de preços acima de quaisquer expectativas e inúmeras situações adversas que até inviabilizaram parte dos contratos.

A criatividade do brasileiro, incluindo os empresários da Construção, esteve presente, para que pudéssemos superar os obstáculos.

Desses desafios estruturais e diários surgem vários cenários. A taxa Selic baixa fez com que muitos investidores aplicassem na construção civil, o que aumentou nossa demanda. Ao mesmo tempo, fica a incógnita para 2022, com a constante elevação da mesma taxa e consequente aumento de rendimentos financeiros, o que pode levar a um certo desaquecimento no setor.

No entanto, há de se considerar o grande déficit habitacional que perdura no Brasil e a necessidade de os governantes investirem para reverter esse quadro histórico. Mais do que concretizar o sonho da moradia, existente em grande parte da população, os incentivos à construção elevariam, de forma rápida, a quantidade de trabalhadores contratados no país, gerando o aquecimento de toda a economia, incluindo indústria, comércio e serviços.

Considere-se também ser um ano eleitoral, com tendência a maiores benesses por parte dos governos federal e estaduais. De qualquer modo, cautela é a palavra-chave.

Aproveitamos esse espaço para desejar a todos os leitores um Feliz e Santo Natal, muita paz, harmonia, saúde e prosperidade no Ano Novo.

Renato Hachich Maluf

Engenheiro e Presidente do Sindicato Patronal das Indústrias da Construção de Limeira (SINCAF)

Renato Hachich Maluf