Skip links

Palavra do Presidente

Aumentar impostos só traz prejuízos

O momento é de reflexão e de um empenho conjunto entre as classes empresarial e trabalhadora, pois somente com a convergência de esforços teremos sucesso econômico-financeiro. Com a ocorrência da pandemia do Coronavírus, muitas atividades tiveram retrocesso nos trabalhos, muitos empresários viram seus nichos deixar de existir e inúmeras mudanças de ramo com fechamento de diversas empresas.

O dinheiro existe, circula, mas muda de mãos numa velocidade espantosa. Assistimos a mudanças de hábitos em todas as atividades conhecidas para sobrevivência.

Na área da saúde, infelizmente, muitos perderam seus

entes queridos por não se ter disponível a cura dessa desconhecida doença na sua plenitude. Há de se louvar o trabalho dos cientistas pesquisadores e de toda classe dos serviços de Saúde que, mesmo arriscando-se a contágio, estiveram nas linhas de frente.

No nosso ramo, o da Construção Civil, foi um pouco diferente. As atividades não foram interrompidas por decretos. Porém, convivemos com o encarecimento dos produtos, alguns dobrando de preço no intervalo de 10 a 12 meses, inviabilizando a manutenção e complementação de contratos firmados. Exaustivas negociações foram tentadas, algumas com resultados satisfatórios e outras não.

Algumas explicações tentaram nos convencer de que os materiais subiram por causa da demanda excessiva (as pessoas ficando em casa, passaram a fazer reparos e melhoramentos nos imóveis). Também foram citados fatores externos, como a baixa produção de componentes, e outras justificativas.

Prevê-se para esse ano ainda bons investimentos em obras, tanto pelos governos como pela iniciativa privada. Isso é extremamente positivo para o país como um todo, pois o setor é responsável pela ocupação imediata de mão de obra e esses investimentos geram renda que movimenta outros setores como alimentação e higiene, vestuário, esportes e turismo, dentre alguns que podemos citar.

No nosso entender, a cadeia de consumo se inicia com a construção civil, até porque gera empregos que, inicialmente, exigem uma qualificação básica. Por isso, seria interessante que nossos governantes desonerassem a carga tributária e facilitassem a aprovação de projetos e financiamentos que venham gerar empregos e, consequentemente, renda.

É sabido que os impostos e taxas arrecadados devem voltar à população em forma de obras e conservações, saúde, educação, segurança etc., mas nota-se que não vemos atitudes dos governos que preconizem redução de despesas em vez de aumentar impostos.  Esperamos que essa visão mude rapidamente, para o bem da economia como um todo.

Renato Hachich Maluf
Engenheiro e Presidente do Sindicato Patronal das Indústrias da Construção de Limeira (SINCAF)

Renato Hachich Maluf