Palavra do Presidente

(Artigo publicado na edição de 08/02/202 do jornal Tribuna de Limeira)

Construção em favor do meio ambiente

Anualmente, as atenções nesta época se voltam para os estragos causados pelas chuvas. Desde o início das civilizações, as cidades surgiram próximas aos rios pela facilidade de captação de água e, o mesmo rio, recebendo dejetos a jusante. A história do Egito nos mostra que as cheias do rio Nilo fertilizavam as margens e baixadas e possibilitava a agricultura anual.

Fala-se muito em mudanças climáticas com o aquecimento global fruto da ação do homem. Porém, críticas sem soluções não levam a nada.

Ainda se discute: engenharia ou medicina, qual dessas ciências é a responsável para maior longevidade humana? A medicina, combatendo as doenças que antigamente matavam, tem importância vital. A engenharia, com o saneamento e tratamento de água, entre outros, também contribui.

Uma vez que representamos a classe empresarial de construtores, engenheiros, arquitetos e profissões assemelhadas, é oportuna uma reflexão sobre obras e meio ambiente. Trata-se de usarmos o jargão “pensar globalmente e agir localmente”. 

A cadeia produtiva da construção civil por si já é poluidora. Precisamos de terreno num loteamento previamente aprovado, dos materiais de construção e seus transportes.

Mas boas ideias têm fácil aplicação e custos suportáveis.

De início, usar materiais produzidos com menor consumo de energia, como blocos de concreto em lugar dos blocos cerâmicos ou, certificar-se sobre a produção dos mesmos. Adote madeira de reflorestamento, e não madeira “de Lei”, além de uma arquitetura que contemple mais luz solar e menos lâmpadas. A lista inclui aquecedores solares para água, energia elétrica fotovoltaica, torneiras de fechamento automático, manutenção preventiva para evitar perdas por vazamentos e maior área não pavimentada. Projetos bem definidos e tubulações aparentes evitam cortes em alvenaria e geram menos entulho.

Arquitetura e engenharia a favor do meio ambiente incluem outra medida de baixo custo. Sempre buscamos tirar do terreno as águas de chuva, da maneira mais rápida possível. Isso aumenta o fluxo de água nas ruas e baixadas das cidades.

Um poço de infiltração em cada construção alimenta o lençol freático e diminui a água que vai para a rua. Esse poço é mais conveniente do que uma cisterna, cuja água é suja por detritos e exige gastos com energia para bombeamento.

2020 e os próximos anos têm boas perspectivas para a construção civil, a atividade que mais emprega mão de obra não especializada. Por isso, deverá ser incentivada pelo Governo para diminuir o desemprego e o déficit habitacional. E isso pode ser feito de forma sustentável.

Renato Hachich Maluf

Engenheiro e Presidente do Sindicato Patronal das Indústrias da Construção de Limeira (SINCAF)

 


Voltar
SINCAF - Sindicato Patronal das Indústrias da Construção de Limeira
Base Territorial - Limeira (SP)
Rua Prefeito Marciliano, 304-A - Jardim Mercedes

Fones: (19) 3451-3665 | 3451-4606
contato@sincaf.com
Todos os direitos reservados - Desenvolvimento SPHERA