Palavra do Presidente

A hora de ir ao foco do problema

Renato Hachich Maluf

Enxergo um período de incertezas político-administrativas no País com uma maléfica competição entre os governantes e, o que deveria ser a união contra um inimigo comum, que é a COVID-19, apresenta-se como uma queda de braço entre o governo federal e alguns estaduais.

Se por um lado nosso Presidente da República muitas vezes faz declarações inconsistentes e descabidas para o momento, nosso Governador não fica atrás, pretendendo ser o autor de todas as soluções e impondo condições restritivas de trabalho para grande parte do comércio e setores de serviço.

As restrições de horários e dias de trabalho não vão ao foco do problema, que são as aglomerações em festas clandestinas e outras situações que devem mesmo ser proibidas. Fechar o comércio, bares e restaurantes traz prejuízos inevitáveis a esses empresários e condições insustentáveis na logística dos negócios especialmente no controle de estoques, administração de horários de trabalho, entre outros.

Se faltam empregos e existe o auxílio emergencial, note-se o aumento do número de moradores de rua não apenas em nossa cidade. É necessário um trabalho assistencial que não apenas dê o dinheiro, mas que possibilite a inserção no mercado de trabalho mesmo que de forma diferente do normal.

A ideia seria que cada município “adotasse” essas pessoas para serviços de limpeza, conservação de bens públicos ou outros trabalhos da especialidade de cada um, em troca de salário e alimentação.

Acreditamos existir boa vontade por parte dos prefeitos na adoção de práticas nesse sentido. Porém, há algo relevante em cada ação feita na área: tornar nossas cidades um lugar melhor para se viver.

Assim estaríamos não apenas beneficiando um número maior de pessoas, mas também preparando a estrutura para quando retomarmos a normalidade. Especialistas reafirmam constantemente, em artigos e entrevistas, que a retomada será mais impactante para países e localidades em que a “lição de casa” já tiver sido feita.

Nossa área de atuação, a construção civil e correlatos, não teve paralisação forçada. Aqui saúdo os empresários do setor que, sempre conectados ao seu papel na sociedade, seguiram as normas sanitárias, agindo na prevenção.

No entanto, pela alta de preços e escassez de materiais, que inviabilizam o bom andamento das obras, pode chegar a um colapso, gerando mais e mais desemprego num segmento responsável pela absorção de boa parte da sociedade.

Renato Hachich Maluf

Engenheiro e Presidente do Sindicato Patronal das Indústrias da Construção de Limeira (SINCAF)

* Artigo opinativo publicado no jornal A Tribuna de Limeira, edição de 27/02/2021


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