Tá na convenção coletiva: como tratar a questão do celular na empresa

“As empresas abrangidas por esta Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) ficam autorizadas a criar regulamento interno para uso de celular no horário de trabalho”. Esse é o texto que consta em uma das cláusulas de convenção coletiva recentemente acordada pelo SINCAF com o Siticecom, o sindicato dos trabalhadores do setor.

A medida leva em conta as constantes dúvidas que surgem no setor de atendimento do SINCAF, a respeito de como as empresas devem tratar a questão. Diante da necessidade de atualização, as convenções ganharam essa cláusula.

O uso dos celulares no ambiente de trabalho tem sido um dos itens que mais preocupam as empresas. Até mesmo a Prefeitura de Limeira necessitou, há poucas semanas, adotar práticas relativas à questão. O emprego do aparelho para chamadas ou responder aplicativos de mensagens gera dúvidas, quando no horário de trabalho.

Assessora técnica do sindicato patronal, Mary Dalva Leme Fiorentini recomenda que, “para aplicação do regulamento, a empresa deverá fazer uma ampla divulgação, para conhecimento prévio de todos os funcionários, sobre a data em que passará a vigorar a nova regra interna”.

Mary diz que o conteúdo do regulamento deve seguir parâmetros. Ela apresenta uma reportagem da Revista Proteção, que cita o tema. Perda de atenção, o que pode causar até acidentes, e da produtividade são alguns dos resultados do uso incorreto.

Uma das recomendações é que o bom senso deve prevalecer. “A proibição total e generalizada pode não ser a melhor opção”, diz a revista. Porém, regras devem existir. Parte das empresas libera o uso somente em situações de emergência ou quando a atividade do trabalhador for desenvolvida em local isolado.

Veja a seguir as dicas, que constam do conteúdo da revista.

Dicas

Explique e ouça – ao adotar regras, a empresa deve ser transparente ao citar os motivos. Porém, pode ouvir sugestões.

Bom senso – vetar de forma generalizada muitas vezes não é a melhor alternativa. Abrir exceções em emergências familiares ou quando o trabalhador atua em local isolado e precisa de comunicação são cenários passiveis de análise.

Outros formatos – no regulamento interno, avalie estender a prática a tablets e smartphones.

Quem é quem – as regras valem também para os terceirizados ou motoristas que utilizem veículos da frota da empresa? Se for ferramenta de trabalho, o uso do aparelho pede outro tratamento.

Proibições - deixe bem claro o que não é permitido fazer durante o horário de trabalho. Por exemplo, citar a internet para fins pessoais, se for o caso.

E se puder, como usar? Há situações em que as chamadas são liberadas nos intervalos para almoço ou lanche, por exemplo. Cite essas permissões, caso existam. Mas lembre-se de recomendar que, durante o uso, não sejam incomodadas as pessoas que estão próximas, como ocorre quando alguém usa o aparelho com tom elevado de voz.

Comunique – distribuir internamente cópias do regulamento ajuda nessa ação, como também afixar em quadros de aviso. Quando da assinatura do contrato de trabalho, uma cópia também deve ser disponibilizada.

Ações focadas – aproveite situações, como a Semana de Prevenção de Acidentes, para reforçar o tema.

 


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