Conferência organizada pelo Sincaf mostra que dados impactarão no eSocial

Cerca de 130 profissionais de empresas associadas ao Sincaf, de outros segmentos econômicos e de escritórios de contabilidade participaram do evento Profissionais de empresas associadas ao Sincaf, de outros segmentos 
econômicos e de escritórios de contabilidade participaram do evento
Foto: Divulgação

Seminário realizado pelos sindicatos Patronal das Indústrias da Construção (Sincaf) e dos Trabalhadores nas Indústrias de Cerâmica, Construção Civil e do Mobiliário de Limeira e Região (Siticecom) mostrou que as empresas devem se preparar para incluir os dados de seus funcionários na base digital eSocial. O Cadastro da Pessoa Física (CPF) e o cadastro de informações sociais do trabalhador serão importantes nesse processo.

O sistema criará um ambiente digital único para informações sobre os trabalhadores brasileiros, que será acessado pelos órgãos do governo. Hoje há o envio da mesma informação várias vezes, para diversos órgãos do governo.

A conferência ocorreu na sexta-feira, 22 de agosto, no auditório da UNIP Limeira – que apoiou a iniciativa. Cerca de 130 profissionais de empresas associadas ao Sincaf, de outros segmentos econômicos e de escritórios de contabilidade participaram do evento, cujo objetivo foi apresentar as premissas do projeto do eSocial e tirar dúvidas dos profissionais.

Auditores da Receita Federal, Previdência Social, Ministério do Trabalho e Emprego e representante da Caixa Econômica Federal fizeram apresentações sobre o consórcio criado para a implantação do sistema de dados trabalhistas e previdenciários.

Dirigente do Sincaf, o empresário Mário Botion disse que o projeto gerou dúvidas, daí a realização do evento. “Buscamos ouvir dos próprios envolvidos na implementação os objetivos da medida, além de sua aplicação operacional”, contou Botion. O também diretor do Sincaf, José Luiz Gazotti acompanhou o evento, ao lado de Ademar Rangel da Silva, presidente do Siticecom.

Nada de novo

O eSocial ainda não tem data definida para vigorar. A aplicação ocorrerá seis meses após a publicação da portaria que regulamentará itens como o manual de instrução e o ambiente para testes por parte das empresas, contou Jeziel Tadeu Fior, auditor fiscal da Receita Federal. Empresas com faturamento acima de R$ 3,6 milhões no ano de 2014 serão as primeiras a ingressarem no projeto.

“Não é uma nova legislação nem mudança de normas. É uma ferramenta de uso obrigatório por empresas de qualquer nível de faturamento. Será um momento de entrosamento entre patrões, trabalhadores e governo. Num único clique vários entes públicos serão atendidos”, disse Jeziel.

Irani Aparecida Godoy, auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, reforçou que a mudança não representará novos impostos ou obrigações. “Surgirá um cenário mais confortável para empresas, trabalhadores e governo, cenário esse que hoje está caótico”, avaliou. “Há certa ansiedade nas pessoas por conta das mudanças, mas o eSocial facilitará a vida de todos”.

Já Eliana Soares Bueno, gerente executiva Regional do INSS em Piracicaba, destacou o alinhamento de dados. “As informações somente serão lançadas se o cadastro estiver em ordem, tanto o CPF como o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS)”, contou. “Perante o Fundo de Garantia, o FGTS, essa qualificação cadastral ajudará as empresas”, afirmou Márcia Piva, assistente sênior da Caixa Econômica Federal.

Ao final do evento, os profissionais tiraram dúvidas sobre o projeto, como as questões que envolverão a fiscalização dos dados lançados.


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